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.. sinto seu querer, urgente e sem fronteiras... dor que não passa... água que não esfria. Estou aqui. O tempo me presenteou com a paciencia do encontro. O momento é pleno de inocência e tesão. Te adoro meu amor

criado por alan
23:33:21
Amor mais que discreto
Caetano: “Não sei se é certo a pessoa ser gay ou não. Só sei que é uma possibilidade”
Letra da música inédita “Amor mais que discreto”, de Caetano Veloso, que fala sobre o amor entre um homem mais velho e outro mais novo, que está em seu mais novo CD “Multishow ao vivo - Cê”. Em entrevista coletiva realizada ontem, Caetano confessou que, em seus shows, ninguém entende que a letra é gay. Será que as pessoas não entendem ou preferem não entender?
AMOR MAIS QUE DISCRETO
Talvez haja entre nós o mais total interdito
Mas você é bonito o bastante
Complexo o bastante
Bom o bastante
Pra tornar-se ao menos por um instante
O amante do amante
Que antes de te conhecer
Eu não cheguei a ser
Eu sou um velho
Mas somos dois meninos
Nossos destinos são mutuamente interessantes
Um instante, alguns instantes
O grande espelho
E aí a minha vida ia fazer mais sentido
E a sua talvez mais que a minha,
Talvez bem mais que a minha
Os livros, filmes, filhos ganhariam colorido
Se um dia afinal
eu chegasse a ver que você vinha
E isso é tanto que pinta no meu canto
Mas pode dispensar a fantasia
O sonho em branco e preto
Amor mais que discreto
Que é já uma alegria
Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu antes, seu agora, seu depois
Sem ser remotamente
Sequer imaginado
Por qualquer de nós dois

criado por alan
20:36:52

Homens atiram contra trem com ministros
“O incidente ocorreu na manhã desta segunda 10/09/07, na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, quando as autoridades inspecionavam as obras de revitalização do acesso ferroviário à zona portuária”. (Estavam no trem os ministros dos Portos, Pedro Brito, e das Cidades, Márcio Fortes, e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.)
(fonte. Notícias Terra).
Comentário do Blog
Uma historia de séculos atrás
Segundo IBGE existem 513 favelas na região metropolitana do Rio de Janeiro, quantidade que no Brasil só perde para São Paulo capital com 612.
Antropólogos cariocas afirmam que o aparecimento das favelas deu inicio com a volta da melícia que lutara na Guerra de Canudos no final do século XIX, para o Rio de Janeiro. Estavam à espera do pagamento do governo pelo soldo que nunca chegou. Sem casa para moradia sem alimentação, em estado de miséria, passaram a construir choças com material que dispunha no ambiente, matavam a fome comendo favas, semente leguminosa que trouxeram em suas bagagens do nordeste, que eram plantadas ao redor dos barracos daí se deu o nome favela.
Outros garantem que o inicio se deu após a abolição dos escravos, os negros libertos se embrenhavam nos morros e sobreviviam em condições de miséria e abandono social.
Daquela data até os dias atuais, o contexto favela passou por variadas nuanças, época romântica do Samba do Morro, dos malandros e das cabrochas e os descendentes dos soldados de canudos ou dos negros libertados, agora somados aos dissidentes da miséria nordestina, ainda esperavam a indenização concernente à reparabilidade pelos danos provocados pela indiferença e a perversidade da historia.
A espera foi ignorada e somada a colossal gama de problemas sociais nutridos pela ingerência política no decorrer dos anos, ao fator globalização e deste o convite ao consumismo desenfreado, a oferta publicitária dos bens de consumo que delimitam e marginalizam entre os que possuem e os que não possuem.
Nossa geração presenciou o fenômeno do big-ben social – A instalação clara da geração de um ESTADO NOVO, brasileiro e paralelo – O estado do Morro oriundo dos gritos das favelas, – Suas leis são duras, suas normas de conduta, seu código penal, não são fundamentados em nada do que nós conhecíamos, acreditávamos, concebíamos como legal, moral ou probo, mas para quem agora dita as regras do jogo, são praticamente corretas e solidárias ao que os fizeram acreditar - O poder Financeiro – aquele que compra fuzis armas modernas, carros bacanas, contas no exterior, drogas, palacetes, viagens e todos os balangandans ditados pelo furor do consumismo da moda, isso financiado com fundos na própria sociedade que historicamente sempre os ignoraram, mas que agora os temem pelos atos perversos, atrozes e cruéis que utilizam para essa conquista.
Poder Financeiro que mata ou compra os próprios senhores fazedores de leis e promovedores da paz do ESTADO ANTIGO; Poder herdado por tudo que não foi investido, por tudo que foi desviado e dado de comer e gozar aos homens do poder social e político.
E nós cidadãos probos do estado antigo, como vamos adequar ao Estado Novo.

criado por alan
18:28:53Art Decô (Arte decorativa)
Sucessor do Art Nouveau (Arte Nova), o Art Decô é considerado o mais popular de todos os estilos.
O Art Decô manifestou-se sem limites em todo o mundo.
Nos anos 20, nos Estados Unidos, o Art Decô conviveu com o jazz, com o Charleston, com Fitzgerald, com o crack da bolsa de New York.
Na França, estilistas escandalizaram a França e a Europa encurtando as saias acima do joelho.
Na Alemanha o Art Decô foi levado às ultimas conseqüências torno-se o estilo que os designers alemães queriam para massificar e popularizar o desenho industrial.
Marcado por duas grandes guerras, 1914 – 1918 e 1939 - 1945, no meio desta ebulição de inspiração e arte, encontramos a artista plástica Tâmara de Lempicka. Figura musa do decô.
Vamos ser pertinentes com este Blog... Ela foi um anjo torto no Art Decô.

Tamara de Lempicka
Nasceu em 1898 na Polônia. Casou-se com um milionário russo. Em 1918 foge da Revolução Bolchevique para Paris, onde Maria Gurwik-Górska encontraria seu verdadeiro destino. Adota um novo nome – 'Tamara de Lempicka', tornando-se discípula do pós-impressionista Maurice Denis e do neocubista André Lhote. Do primeiro, herdará o colorido brilhante e sólido; do segundo, o desenho geométrico e a maneira de decompor os volumes.
Se tornou rapidamente personagem do circuito das artes dos 'années folles' da Paris nos anos 20, retratando a vida mundana e membros da nobreza.
Em 1925 já era famosa por seus casos extraconjugais, liberdade sexual, bissexualidade e pelo sucesso de suas exposições individuais.
Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos.
Bela, emancipada, moderna e escandalosa, personagem das noitadas nova-iorquinas e dos salões parisienses de Arte, Tamara de Lempicka encarnou a 'folia' dos 'anos loucos' – as décadas de 20 e 30 do século passado. Poderia notar em sua companhia celebridades como Greta Garbo, Picasso e outros da época. Eram esplendores que camuflavam o abuso de cocaína, a depressão, as dificuldades nas relações familiares e, por fim, a solidão.
Em 1962, para de pintar, em 1978 muda-se para Cuernavaca, no México, aonde viria a falecer, em 1980.
Conforme expresso em seu testamento, suas cinzas foram dispersas, pela filha Kizette e o Conde Giovanni Agusta, sobre o vulcão Popocatepetl.

O Art Decô teve seu revival, voltou a ser moda nos anos 70 e 80.
Uma coisa me surpreende, a maioria dos artistas mais conhecidos, poderíamos mencionar vários, com raras exceções, viveram na miséria mal conseguiam vender suas obras... morreram doentes, alcoólatras, viciados, loucos e na miséria em que sempre viveram.
Tamara de Lempicka nasceu na riqueza, viveu na nobreza, foi bem sucedida, vivia rodeada por ricos e celebridades da época, teve todos os homens e mulheres que desejou.
Morreu solitária, depressiva e desejou que suas cinzas foram colocadas em um vulcão mexicano.
Imagino que o desejo esteja ligado ao fato de que os vulcões são indomáveis e são veículos de renovação da terra do planeta.
Apesar da situação paradoxal, vejo um sentimento comum entre aqueles ... desde Michelangelo, Van Gogh, Alejadinho e poderíamos pensar em cazuza, Torquato Neto e tantos outros que povoaram esse planeta, a insatisfação da criação .. Sempre procurando a criatividade maior, a Monalisa de cada um.
Será que por esse motivo foram geniais. Procuravam o prazer desenfreado como quem procura saturar o desejo de serem plenos.
Muitos se perderam na busca atroz de encontrar a perfeição absoluta e o estado de sublimação de seres humanos. E nós o que procuramos, acho que jamais serei um artista... me satisfaço com o simples fato de ser.


criado por alan
21:22:52